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28 de fevereiro de 2019

Tome poesia! Mostra de Literatura reúne escritores de todo o Brasil na Bienal

Tome poesia! Mostra de Literatura reúne escritores de todo o Brasil na Bienal

Diversidade regional, interiorização da arte e da cultura, busca por autonomia e muita resistência foram alguns dos ingredientes que compuseram a Mostra de Literatura da 31ª Bienal da UNE. A programação envolveu uma Oficina de Cartonagem, onde poetas selecionados aprenderam a produzir seus próprios livros, um Sarau em homenagem à Mãe Stella de Oxóssi, além da feira #LivroLivre que disponibilizou 2500 livros para acesso e distribuição livres pelos mais de seis mil estudantes que passaram pela Bienal.

O sonho de publicar o próprio livro foi o que levou André Medula ao encontro da Cartonagem, no ano passado. O jovem escritor de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, foi buscar na cartonagem um caminho para o mercado editorial. Junto ao coletivo Controvérsia Urbano, vem traçando uma rota de escritas por dentro do que chama de “literatura periférica” ou “literatura marginal”. André, em parceria com o companheiro de Coletivo Luiz Amaik e uma escritora baiana, Deise Oliveira, escreveram uma proposta e foram selecionados para a Mostra de Literatura, com seus respectivos livros: ‘Amarelo Queimado’, ‘ETC’ e ‘Eu Sou Melancolia, Sensualidade e Timidez’. “É uma alternativa a esse mercado editorial tão esmagador, que muitas vezes não dá oportunidade para artistas periféricos. Essa forma de tá produzindo você mesmo seu trabalho é uma forma de emancipação”.

Emancipação foi a palavra e o impulso que tirou Sol Saldanha de uma relação abusiva e a levou de volta para os braços da literatura. A estudante de Letras, natural de Currais Novos (RN), aprendeu a amar poesia com o Avô, que era cordelista. “A minha escrita é muito intimista. Eu falo muito de quem eu sou, de como eu vivo, do que eu gosto, do que eu acredito, porque para além de um ato de resistência, para mim a escrita é um ato de re-existência”, explicou a escritora que teve dois trabalhos aprovados na Bienal e que acredita que o maior orgulho foi poder representar a poesia seridoense.

Do Nordeste para o Sul do Brasil, encontramos com Thiago Barradas, estudante de Ciências Sociais na UFRGS que chegou na Bienal graças a seu poema crítico à Revolução Farropilha. “Trata-se de um evento muito exaltado lá no sul, mas foi um movimento elitista de fazendeiros que vendiam charque e que matou um pelotão de índios e negros da forma mais traidora possível, pois prometeram-lhes liberdade, mas quando viram que perderiam a guerra, fizeram um acordo com o Império”, explicou. Para Thiago, a riqueza da Bienal é conseguir preservar essas vozes destoantes da história. ““Eu acho que a Bienal é o melhor evento de artes que tem. Tem que existir para sempre”, brincou entusiasmado enquanto comia uma feijoada baiana.

Direto de Marabá, no Pará, Yukari Moreira veio pela segunda vez à Bienal da UNE, através do conto Muiraquitã, em que trata do entrelaçamento da luta social com a cultura popular. “É uma vivência única, você conhece diversas pessoas, diversos artistas. A arte não se resume apenas a escrever, ou cantar, ou atuar, ou expor, mas também é um ato político diante do governo que temos aí”, defendeu.

Uma parte dos trabalhos selecionados integrou a coletânea ‘Aláfia’, produzida na oficina de Cartonagem e com edições distribuídas na feira Livro Livre.

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